O pintor Jean-Michel Basquiat, nascido no Haiti, em 1960, iniciou sua carreira grafitando as paredes e muros de Nova York. Surgiu no final da década de 70, chamando atenção pelo alto nível de suas obras. Em seus grafites, apropriava-se de símbolos de variadas culturas (Astecas, Gregos, Africanos, Egípcios etc) e de obras famosas, como a Monalisa, de Leonardo da Vinci. Dava prioridade, entretanto, à ícones da cultura e consumo americanos, principalmente no contexto político e social.
As temáticas encontradas em suas obras refletem suas preocupações, como o genocídio e a opres- são, em "Missionaries" e o racismo, em "Ghetto","Hollywood Africans" e "Harlem". Basquiat já mostrava os passos que o grafite iria tomar, deixando de ser apenas traços e formas ilógicas, para traduzir os problemas mundiais.
Bastante influenciado pela mídia, mesclava os diversos conhecimentos que adquiriu em frente à TV, transformando desenhos, e tudo que o chamasse atenção, em pinturas. Assinava suas obras como "SAMO", porém, com os excessivos elogios da imprensa americana, passou a usar: "SAMO is dead", mostrando seu repúdio à massificação de seus desenhos pela imprensa.
Com 21 anos já participava da sua primeira coletiva em Nova York, indo logo depois expor em Modena, na Itália. Com Andy Warhol, o gênio da pop art, formou dupla, onde chegaram a pintar à quatro mãos e realizar belas obras. A morte de seu mestre levou Basquiat a depressão e a se afundar em drogas, morrendo em 12 de agosto de 1988, graças a um coquetel de heroína e cocaína.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
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